Os Domingos no MAAT

Não é novidade que eu e Ele Mesmo gostamos de tomar de assalto os museus… Aliás seja bem vinda a entrada grátis aos domingos e feriados nos Museus (ainda sem estar em vigor mas eu já dou pulos de alegria a esperar pelo dia).

Desta vez fomos espreitar as exposições do MAAT… Senhora claramente preparada para estrangeiros, visto que ao dizer ’Boa tarde’ ouço um ‘thank you’ – algo claramente típico para mim, porque a minha altura tipicamente portuguesa não bate o loiro de olhos azuis por isso já apenas rio…

Começamos com a exposição de Carlos Garaicoa YO NUNCA HE SIDO SURREALISTA HASTA EL DÍA DE HOY. Uma exposição que explora a relação entre a cidade e o homem, a arquitectura e urbanismo, a ficção e a realidade. Confesso que ia tão preparada para ver a crítica que por momentos confundi as pessoas que ali passeavam no recinto com atores… Algo simpático para o grupo de chineses que se sentavam de olhar no telefone, algo menos simpático para a senhora de mini saia e enorme decote que estava junto ao poste de electricidade… (os estereótipos às vezes enganam-nos a nós próprios!)

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Ainda assim fui uma pessoa feliz quando percebi que pela primeira vez eu conseguia ter uma altura equivalente a um poste de electricidade sem ter que ia ao Portugal dos Pequeninos!

Brincadeiras à parte, esta exposição estava bastante interessante, o facto de podermos passear nela, e ‘senti-la’ a própria relva falsa convidava a sentar, e o acender e apagar das luzes fazia-nos sentir o stress do quotidiano, como se nunca parássemos…

Seguimos para a sala onde se encontrava a próxima exposição Utopia/ Distopia.

Esta é uma exposição com vários artistas e arquitectos, que são apresentados como produtores culturais, dando os seus contributos para a reflexão e para os momentos em que vivemos.

IMG_2409.JPGNa galeria principal foram fixados vários temas, começando pela evocação de Thomas Moore e da sua Utopia, que faz precisamente 500 anos este ano. E que com tanto carinho o tive que estudar na faculdade, confesso que se na altura me dissessem que ia pagar para entrar numa exposição em que a primeira coisa que via era a sua obra, me mandava internar, agora não só paguei para entrar como também ocupei o meu domingo com isso… (crescer é tramado)

A exposição em si fala da ambiguidade socioeconómica e política dos nossos dias, que talvez se esteja a mudar do paradigma iluminista e do progresso para se entrar numa maior incerteza, apesar de as novas tecnologias e media digital nos parecerem oferecer um futuro brilhante. Sinceramente encontrei obras onde consegui facilmente identificar toda esta abordagem, mas outras nem por isso… Mas é assim a arte, nem todos a sentimos e compreendemos da mesma forma!

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