Euzices

Um aniversário confinado

Este ano troquei o passeio, pelo caseiro, a casa na árvore, pela minha casa, a vista para o Gerês pela vista para o Pingo Doce… E sabem que mais? Fui feliz.

Em tempos que somos obrigados a olhar-nos de longe e oferecer, apenas, sorrisos os aniversários conseguem ser aquele momento que mais nos lembram que estamos sozinhos, ou não.

Este ano não sei se por estar mais longe, sensível ou se por ter mais tempo senti mais amor. As mensagens foram tantas que algumas ainda estou a responder, mas tive muito mais chamadas de vídeo, muito mais chamadas e a cima muito mais tempo para dar atenção a quem ligou – da mesma forma que eles tiveram mais tempo para falar, afinal estamos em casa.

Recebi surpresas que não estava à espera, gargalhadas, sorrisos, carinho de outras formas que os habituais beijos e abraços. Estamos mais humanos, valorizamos mais cada contacto e se conseguirmos abstrair-nos da “guerra” lá fora, conseguimos ser felizes na simplicidade em que agora vivemos.

Fui dormir de coração cheio, a sentir-me amada e se me perguntarem se precisaria de algo mais? Foi perfeito, vi quem ano, na companhia de quem amo, senti quem gosto e faz parte da minha vida e valorizei cada momento.

Não desfazendo dos outros aniversários, mas acho que já os dava como garantidos, hoje aprendi a não ter expectativas e foi muito mais divertido.

Gratidão por estarmos todos bem e unidos pelo coração ❤

Obrigada a todas e todos!

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