Goji&Linhaça

Esta foi a semana de dar sangue

Cá em casa somos todos dadores de sangue: eu, Ele Mesmo e os gatos. Sim, leram bem os gatos!

Começou há dois anos, quando vi um apelo no Facebook sobre a falta de sangue no Banco de Sangue Animal. Tinham as dádivas em baixo e precisavam de ajuda, o tipo B era o que mais faltava e que se podia encontrar no gato europeu comum. Não sabia sequer que era possível um animal ser dador, mas pensando um pouco tinha toda a lógica, afinal eles também precisam de cuidados médicos quando estão doentes.

Ainda reticente liguei para lá, tinha que perceber melhor naquilo em que já estava a pensar em meter os meus dois meninos (na altura o Goji e o Linhaça).

Depois de perceber que as dádivas são feitas consoante o peso do gatinho, que não há efeitos secundários (sem ser a moca do tranquilizante) e que eles seriam sempre vistos por uma veterinária (o que incluí análises em dia). Lá fui eu com os meus dois pequenos. Rapidamente de dois passaram a quatro, porque Ele Mesmo decidiu que a Alice e o Kamikaze também se iam juntar à lista de dadores.

Ao início íamos aos escritórios em Linda-a-velha, mas esta última vez por sermos já uma família de quatro e os meninos andarem super stressados com as viagens de carro, eles vieram até nós.

Sempre impecáveis, atenciosos, com um jeito espetacular para os animais, chegaram até nós devidamente equipados e munidos do próprio laboratório ambulante para que tudo corresse sobre rodas.

A rotina é sempre a mesma, primeiro pesam o gatinho e depois da Dra. Marta auscultar o coração do pequeno fazem um burrito com eles. Dentro da mantinha aconchegados tiram uma pata para fora, rapam um pouco de pêlo (não dói nada) para a seringa que lhes dá o calmante, depois rapam um pouco do pêlo do pescoço (é aqui que apanham a artéria príncipal para a dádiva).

Para os cépticos do tranquilizante, a dose administrada nos nossos gatos é muito baixa, aliás só é reforçada se este estiver muito agitado. Em todas as dádivas são retiradas também amostras de sangue para análise e feito o teste da FELV e FIV.

A veterinária do Banco de Sangue Animal certifica-se ainda de que as vacinas estão em dia (se não estiverem eles oferecem) e fazem as desparasitação interna e externa. Se na primeira dádiva o gatinho não tiver chip, eles também o colocam de forma gratuita.

Desta vez, tivemos direito a cadernetas novas de vacinação e ainda descobrimos que a nossa maltinha felina estava com uma bela conjuntivite. Mas já estão medicados (dava jeito o tranquilizante para lhes pôr as gotas).

No final destes procedimentos, ainda têm o cuidado de nos enviar as análises dos meninos para sabermos se está tudo bem ou se há recomendações a fazer.

Devo dizer que no dia em que recebi um e-mail a dizer “a dádiva de sangue do Linhaça ajudou a salvar a vida de um gatinho” fiquei histérica. Afinal o meu gato mais doce tinha salvo a vida de outro gatinho, deixando assim uma família muito mais descansada.

Linhaça yoda a dar sangue

Este ar de Yoda com olhar de “as-tuas-malas-vão-ter-um-encontro-com-as-minhas-unhas-logo-quando-chegar-a-casa” compensou tudo!

Para os curiosos deixo já a informação de que os cães também podem dar sangue (têm é que ter um peso acima de 20kg) e que o Banco de Sangue Animal não faz apenas recolhas em Linda-a-Velha. Podem encontrá-los de norte a sul do país onde têm vários pontos de recolha. Basta consultarem o site, ligar e marcar. Também têm uma APP disponível 😀

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