Zmar as férias que meteram água (figurativa e literalmente)

De malas feitas e a precisar de uns dias de paz rumámos ao Alentejo para começar as férias num local já bastante conhecido e (ao que parece) muito bom. Ele Mesmo já tinha lá estado e dizia maravilhas do local ‘óptimo para férias em família’!

(Sim, famílias havia, entretenimento também, algum não estava era programado!)

Quando se vai de férias para um eco resort não se espera muito (falo por mim) a não ser o básico que lá está: água só na piscina e na praia (vá pronto também pode ser num lago), mas não no chão da cozinha!

Ao início culpámos a nossa falta de jeito para lavar a loiça em espaços pequenos, mas a menos que o meu sonambulismo desse para lavar loiça nada mais explicava o chão molhado na manhã seguinte… Nem umas horas depois que já cruzava a barreira da kitchenette chegando à (espécie de) sala integrada.

Chamada a manutenção, soubemos que pouco se podia fazer afinal esta era uma casa com dono (nem fazíamos ideia, afinal no booking é tudo igual!!!)… Na casa de banho os dispensadores de sabonete tinham uma coerência, nenhum funcionava! Inspirado por tamanha solidariedade o lavatório decidiu (também) espalhar a água, chegando mesmo a fazer greve ao fecharmos o ralo para não mais abrir!

Já nos ríamos e brincávamos com o facto de não precisar ir à praia para molhar os pés, quando uma bela noite ao esticar-me na cama fiquei com um ferro na mão! (Seria souvenir? Não percebi…)

Sim, eu sei que marcar as férias em cima da hora os preços sobem um pouco, mas ainda assim espera-se ficar numa casa que ao menos funcione e não meta água!

Os dias iam passando e ao staff nada a apontar, nem à bela piscina de 100 metros e muito menos ao espetáculo que todas as noites nos surpreendia (e esse não metia água, digno de um espetáculo de La Féria!). Desconfiamos que toda a manutenção tenha ido para a piscina de ondas, uma vez que esta conseguiu estar fechada um dia completo! (experimentem explicar isso a uma criança de 12 anos que pergunta amiúde pelo sentido da vida!)

Já na última noite, em plena preparação do jantar, os nossos bifes ficaram em modo ‘slow cook’, mas mais para o ‘no cook’, isto porque a luz foi-se! Por momentos pensamos que teria sido o quadro, aos poucos percebemos que era geral, à primeira chamada para o número 24h disponível (que pela primeira vez me atendeu à primeira) ficamos a saber que a culpa era da EDP! Ainda elaborando a piada do ‘ah e tal não pagaram a conta’ lembrei-me da questão ‘não era suposto isto serem painéis solares?! isto não é auto-sustentável?!’.

Ele Mesmo resolveu retomar a chamada e fazer a questão, entre o ‘não sei quando voltará e os painéis são da EDP’ ficamos na mesma. Uma hora sem luz, já cansados e com fome decidimos retomar a chamada para perceber se o restaurante funcionava e foi aí que percebemos que a recepção do resort teve uma atitude à Homem e…

… DESLIGOU O TELEFONE DE APOIO AO CLIENTE 24H…

Curiosamente quando a luz voltou recebemos a mensagem a dizer que o número já encontrava disponível (o telefone também devia ser da EDP nós é que não percebemos)!

No meio disto tudo ainda conseguimos ter um jantar romântico à luz da lanterna do telemóvel (a casa não trazia velas e não costuma estar na minha lista) isto porque a luz voltou a ir a baixo! Agora encontro-me aqui sentada num misto de sentimentos que divagam entre o será que termino o texto antes ou depois de ficar sem luz…

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